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Beleza: Verão exige cuidados diários de proteção solar

sol verao

Com a chegada do verão, o sol assume oficialmente seu status de astro rei e é celebrado calorosamente pelos apaixonados por uma boa praia, piscina e programas de lazer ao ar livre. No entanto, o que as pessoas se esquecem é que a temporada também traz um alerta muito importante: o câncer de pele não melanoma é uma realidade e requer atenção. Afinal, ao observarmos nossa pele diariamente, somos a primeira linha de defesa contra esta doença.

Conforme explica o médico responsável técnico pelo serviço de Oncologia do Santa Rosa Onco, o oncologista clínico Bruno Heringer, o câncer de pele é o mais incidente no corpo humano. “A propósito, há uma alta incidência de casos em Mato Grosso – em parte, por conta da migração de pessoas da região sul do país. E muitas, com tom de pele mais claro, trabalham no campo expostas ao sol”, alerta.

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A dermatologista Sandra Franco de Assis complementa que pacientes de pele clara ou que ficam mais expostos ao sol são mais suscetíveis ao câncer de pele. “Devemos lembrar que o efeito do sol na pele é cumulativo. Às vezes, mesmo evitando exposição ao sol na vida adulta, as pessoas acabam se deparando com o surgimento de lesões pelo fotodano – o dano causado pela exposição ao sol durante a infância ou juventude”.

Neste viés, Sandra enfatiza que a melhor maneira de se proteger da doença é investir na prevenção e no diagnóstico precoce. “O cuidado mais importante seria a fotoproteção – a prevenção contra a radiação da luz solar. Também vale ter em mente um vestuário mais adequado para a exposição ao sol, com o uso de chapéu, viseira ou boné, por exemplo. Isto, é claro, além do uso de filtro de proteção solar”, ressalta.

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Segundo a dermatologista, o melhor filtro de proteção solar é justamente aquele que o paciente – de fato – irá usar. “Aquele que ele vai se adequar à textura e aplicar diariamente. Já, quando a pessoa se expõe muito ao sol, a orientação é que use um fator de proteção maior (em torno de 50 ou mais). Até porque sabemos que não temos o costume de passar a quantidade adequada de protetor solar e nem aplicamos a quantidade de vezes que precisamos ao longo do dia”, sinaliza.

Sandra ainda reforça que feridas localizadas nas áreas mais expostas ao sol, que não cicatrizam ou evoluem por muito tempo, exigem atenção. “Às vezes, nem sangram e nem doem. Ou sangram com facilidade. Agora, também existe o melanoma, que pode surgir em áreas cobertas (menos expostas ao sol). São aquelas pintas que a pessoa já tinha ou que apareceram de novo, estão aumentando, sangrando e/ou mudando de cor – destacando-se das demais lesões”, finaliza.

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