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Famílias se unem em encontro sobre alergias alimentares em Cuiabá

Leda Alves

Por Thalyta Amaral

Quem possui algum familiar ou conhecido com alergia alimentar sabe o quanto é difícil, não só o diagnóstico como também o acompanhamento e atividades do cotidiano, como um piquenique. Para falar sobre essas experiências, um grupo de pais realiza o 1º Encontro de Famílias com Alergia Alimentar, neste sábado, às 16 horas, no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá.

Uma das organizadoras do encontro é Leda Alves, que há 7 anos convive com a alergia à proteína do leite de vaca do filho, que foi diagnosticado aos 4 meses de vida. “Na época, não sabia nem o que era. Informação então era quase zero. Atualmente temos muita informação disponível na internet e compartilhamos muito também nos grupos de mães de alérgicos. No entanto, a sociedade de uma forma geral ainda é muito mal informada”.

Leda Alves
Leda Alves

Apesar das informações mais fáceis por causa das redes sociais, o diagnóstico ainda é difícil e muitas vezes a família sofre até descobrir a alergia. “Com plano ou sem plano de saúde, o diagnóstico ainda é difícil. Isso porque, alergia alimentar é invisível, inclusive nos exames em alguns casos, como o do meu filho. Portanto, para se ter um diagnóstico conclusivo é necessário um acompanhamento minucioso do profissional e o olhar atento dos pais e/ou cuidadores para tudo que acharem ser possível reação alérgica no bebê ou criança”.

Dos grupos no WhatsApp e Facebook, a ideia é agora se encontrar e manter vínculos também na vida real. “Tenho provocado essa união das famílias além do mundo virtual para que possamos mostrar que existimos e para que a sociedade nos veja”.

Leda explica que muitas famílias acabam se afastando de eventos familiares e de amigos por causa das restrições das crianças e dos problemas que um alimento pode causar (levando até para o hospital ou algo pior). “Famílias com alergia alimentar se isolam não por opção, mas por falta de opção. A segurança dos nossos filhos vem em primeiro lugar e por não termos opções seguras é que nos isolamos. Precisamos mudar isso”.

Criança comendo - Foto: Bebê Abril
Alergia alimentar – Foto: Bebê Abril

A segurança que Leda fala impede ate mesmo uma ida ao restaurante ou ao cinema. “Não há informações quanto aos alimentos alergênicos presentes nas refeições, geralmente quem atende as mesas e recebe os pedidos não sabe informar sobre ingredientes e preparo”.

No entanto, ela afirma que é preciso e possível mudar essa situação. “Precisamos mostrar que existimos, conscientizar a sociedade sobre o que é alergia alimentar para então efetivamente levantarmos a bandeira da inclusão”.

Para o 1º Encontro,  estão convidados todos os que têm interesse no tema, possuem familiares com restrições ou tem algum tipo de alergia alimentar. “Não há custos. Sugerimos levar um lanche inclusivo e fazer a inscrição na página do evento no Facebook”.