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6 nomes da cultura negra em MT que você precisa conhecer

Luciene Carvalho – Foto: Luiz Marchetti

Por Thalyta Amaral

Em Mato Grosso, mais de 60% da população é negra, porém, pouco se fala sobre os grandes nomes da cultura negra no estado. Pessoas que lutam por igualdade racial, igualdade de oportunidade e criam pesquisas, música, poesia, discursos. Para te ajudar a conhecer mais sobre a cultura negra em Mato Grosso, o Guru da Cidade te apresenta 6 nomes que você conhecer.

1) Antônio Mulato

Antônio Benedito da Conceição, o Antônio Mulato, faleceu em setembro de 2018, mas deixou um legado sobre cultura quilombola. Líder da comunidade de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, seo Mulato viveu (e muito bem) 113 anos, deixando 13 filhos e 38 netos. Mais velho de 14 irmãos, ele era um dos últimos mato-grossenses a presenciar os relatos orais sobre o início da abolição da escravatura. Sua trajetória foi marcada pela luta para a igualdade racial e para manter a cultura quilombola viva.

2) Antonieta Costa

Antonieta Costa - Foto: Gilberto Leite
Antonieta Costa – Foto: Gilberto Leite

Professora, presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune) e do Fórum Nacional de Mulheres Negras, Antonieta Luisa Costa, a professora Nieta, luta não só pela igualdade racial, que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas (tem lei, porém não é aplicada), mas também pela abertura de oportunidades para mulheres negras, que são as que mais sofrem na atual sociedade (o que já foi mostrado em pesquisas).

3) Cândida Soares da Costa

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Cândida coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre) da UFMT. Além de militante do movimento negro no estado, a professora pesquisa sobre temas como relações raciais e educação, racismo e educação escolar quilombola. Uma de suas lutas é pela educação inclusiva, sem preconceitos e que não conte a história apenas pela visão europeia.

4) Flávio Nascimento

Flávio Nascimento - Foto: Denilson Paredes
Flávio Nascimento – Foto: Denilson Paredes

Pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), Flávio Nascimento é professor da UFMT em Rondonópolis nasceu em São Paulo, mas teve sua luta no movimento negro ampliada (e conhecida) em Mato Grosso. Fundador do Movimento Negro em Rondonópolis, trabalhou e criou diversos projetos como o cursinho pré-vestibular gratuito. Autor de livros que debatem o racismo no cotidiano, Flávio debate a questão do negro e das religiões de matriz africana, que também são alvo de preconceito.

5) Luciene Carvalho

Ela é poetisa, artista, criativa, cuiabana (nascida em Corumbá, mas criada aqui), criada em um quintal cheio de árvores e ervas. Primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras, Luciene teve avós analfabetos, mas desenvolveu o amor pelas letras (e pela poesia) aos 4 anos de idade  (e não parou mais). Com rimas inspiradas e temas que vão do cotiando às dúvidas de uma mulher aos 50 anos, ela representa e inspira milhares de pessoas, mostrando a força da mulher negra.

6) DJ Taba

Adenilson da Silva Lara, morador do Jardim Vitória, rapper, gestor de cultura. Criador da Central Única das Favelas (Cufa) em Mato Grosso e do projeto Favela Ativa, Taba fomenta a cultura que é a voz das periferias cuiabanas, trabalhando com crianças e jovens. Além da parte musical, ele se dedica a projetos de inclusão digital e literatura.