Viver de música em MT vale a pena? 3 artistas te contam como é

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Para alguns pode ser apenas um hobby, algo para se fazer durante uma saída com os amigos, mas para outros, fazer música é mais do que uma profissão, é um estilo de vida. Mesmo com as dificuldades enfrentadas em solo mato-grossense, quem decide viver de música por aqui precisa ter garra e força de vontade para vencer as dificuldades e seguir em frente. O Guru da Cidade te conta três histórias de quem apostou na música e deu certo.

1 – Herois de Brinquedo

Eles são quatro amigos e convivem juntos há mais de 13 anos, entre alegrias, brigas e muita conciliação na banda Heróis de Brinquedo. Ricardo Chains, baixista do grupo, conta que eles passaram por muitos perrengues até serem reconhecidos no mercado regional. “Antes de 2006 as coisas eram mais difíceis, a gente não tinha onde tocar. Tocávamos em festas da UFMT, fazíamos shows de graça. Não tinham muitos bares de rock. As bandas que nascem hoje tem o benefício de ter onde tocar, pois existem vários bares”.

Nessa caminhada, esses passaram por conflitos precisaram “discutir o relacionamento”, fizeram as pazes e continuaram juntos. “Ter uma banda é pior que ter um casamento, porque quando você se casa é com uma pessoa só e na banda são cinco pessoas, cada um com perfil e sonhos diferentes. E não é um hobby, apesar da gente se divertir muito, porque temos sempre que inovar e criar estratégias para não ficarmos estagnados. Todos nós temos outros empregos além da música e conciliamos essas duas carreiras, sempre tentando algo novo”.

2 – Karola Nunes

Karola Nunes
Karola Nunes

A música entrou na vida de Karola Nunes aos seis anos, quando sua irmã a ensinou a tocar violão, e desde então essa paixão não saiu de sua vida. “Não sei quando começou a ideia de trabalhar com música, mas nunca tive dúvidas de que era isso que eu queria. Desde o Ensino Fundamental já tocava violão com um amigo na escola e a gente falava em tocar em barzinhos. Há quatro anos vivo exclusivamente de música, mas não só no palco, já fiz sonoplastia e dei aulas de música”.

Para aqueles que falam sobre as dificuldades do mercado musical mato-grossense, Karola afirma que o cenário por aqui é muito melhor do que em outras capitais e que, existe sim, espaço para os músicos ganharem a vida e que só tem a agradecer o espaço que conquistou. “Não acho que a Capital seja ruim para viver de música, até porque vivo de música há 10 anos. O que talvez seja um problema é o acesso a outros gêneros musicais, porque o sertanejo domina o cenário, mas Cuiabá é muito legal para trabalhar e produzir música”, explica a cantora que prepara para 2019 o lançamento do seu primeiro CD, “Somos Som”.


3 – Léuo Araújo

Representante do pagode, Léuo Araújo começou na música aos 16 anos e há cerca de sete anos passou a trabalhar profissionalmente. Mas a virada na sua carreira veio nesse ano, quando resolveu estudar e se aprofundar na música, para oferecer um melhor trabalho para o público. “Muitos músicos acham que é só chegar e tocar, mas viver de música é estudar, ensaiar, montar repertório, atender os clientes. Tem que se dedicar e acreditar no sonho, viver ele todos os dias, das 8 às 18 horas, não só na hora do show. Mas sempre sendo flexível para ter tempo para a família. A música é uma vida de vangloriação, mas às vezes te afasta da família, por isso tem que ter essa flexibilidade”.

Formado em engenharia civil, o cuiabano tem o sonho de ser reconhecido em todo o Brasil e ver os fãs cantando as suas músicas. “Para mim viver de música é maravilhoso, mas meu sonho, independe de remuneração, é ser reconhecido no Brasil, ver as pessoas cantando as minhas músicas, fazer as pessoas felizes através das minhas canções. Para isso quero gravar minhas músicas, e que o meu nome seja reconhecido não só como cantor, mas também como uma empresa. Só tenho que agradecer por todo a minha história”.

Léuo Araújo
Léuo Araújo
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