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Terapia tântrica auxilia mulheres na cura de disfunções

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Por Maria Clara Cabral

“Eu não queria mais que o meu marido tocasse meus seios, minha genital ou me penetrasse. Eu tinha repulsa, ignorava o sexo e não estava bem com isso”, explica a esteticista, Cleunides da Cruz Ferreira, de 45 anos, sobre o motivo pelo qual procurou pela terapia tântrica, conjunto de técnicas de sensibilização corporal, após 20 anos de relação com o marido.

“Eu tinha repulsa, ignorava o sexo e não estava bem com isso”

 

Cleunides da Cruz Ferreira

Assim como Cleunides, milhares de pessoas encaram os problemas causados pela disfunção sexual, como a falta de libido, aversão ao sexo e a impotência. De acordo com o terapeuta tântrico, Thiago Gopi, a falta de conhecimento sobre o própriocorpo, a carência de educação sexual e a influência dos tabus sociais impedem que homens e mulheres desenvolvam sua sexualidade plenamente.

A terapia tântrica aparece como uma alternativa de cura de traumas e bloqueios, pois busca o desenvolvimento do corpo e das emoções. Segundo o especialista, o toque da massagem possibilita despertar o prazer em regiões do corpo desconhecidas e o desvincula dos genitais e do sexo convencional. Foi o que aconteceu com Cleunides, que na primeira sessão descobriu prazer na nuca e na lateral da costela.

“Busquei a terapia porque concluí que através da sexualidade bem resolvida eu iria contribuir com o processo de evolução de minha consciência”

 

Juliana Saggin

Já a bancária em Sinop, Juliana Saggin, de 36 anos, buscava o autoconhecimento, o desenvolvimento corporal e mental. “Busquei a terapia porque concluí que através da sexualidade bem resolvida eu iria contribuir com o processo de evolução de minha consciência, algo que já vinha trabalhando com outro tipo de terapia”, afirma.

Antes das primeiras pesquisas, ambas só conheciam o tantra como uma prática que provocava orgasmos e tiveram a sorte de encontrar fontes confiáveis. “Eu fui iluminada, porque cai direto no site do Metamorfose, um centro honesto e comprometido com o que faz”, conta Juliana, que é paciente de Thiago Gopi e se surpreendeu com a oferta do serviço em Mato Grosso.

RECEIOS

Mesmo depois de pesquisar bastante sobre a técnica e o terapeuta, Cleo demorou 20 dias para marcar uma sessão, pois tinha receio era ficar nua. “Quando você assiste vídeos na internet, você se assusta porque vê o instrutor mexer nas suas partes íntimas para provocar orgasmos, e eu não sabia o porquê daquilo”, explica.

De início, ela duvidou bastante. “Ele me explicou que seria uma massagem onde eu teria que estar inteiramente disposta a despertar partes sensoriais escondidas no meu corpo, mas eu pensava: se nem meu marido consegue fazer isso, como uma pessoa que eu nem conheço vai conseguir”. Com o tempo, foi criando uma relação de confiança com o profissional, que a tranquilizou por iniciar o tratamento sem qualquer toque íntimo. Ela conta que a primeira conversa com o terapeuta durou pelo menos 50 minutos.

 

“Eu preparei aquele momento para mim, para me descobrir, porque as vezes o seu parceiro faz tudo tão correndo para se satisfazer, que não pensa em você. A massagem não é feita pensando no terapeuta, ela é voltada unicamente para as suas necessidades”

Outra barreira foi o preço, que, na época, seguia um padrão nacional de custo. Porém, como já havia tentado outros métodos sem resultados, ela decidiu investir e fez dez sessões seguidas. “Eu preparei aquele momento para mim, para me descobrir, porque as vezes o seu parceiro faz tudo tão correndo para se satisfazer, que não pensa em você. A massagem não é feita pensando no terapeuta, ela é voltada unicamente para as suas necessidades”, explica.

Juliana afirma que a vontade de obter os resultados que buscava superou a vergonha. Ela acredita que os receios são consequência da repressão sexual da sociedade e da falta de informação. “Hoje em dia as pessoas praticam sexo com desconhecidos a toda hora, o que é muito mais íntimo e perigoso do que uma sessão terapêutica de massagem tântrica com um profissional”, explica.

BENEFÍCIOS

“Na primeira sessão consegui atingir apenas alguns espasmos e me senti muito bem. Não vou falar que tive orgasmos na primeira sessão, mas não tive repulsa ao toque e soube identificar pontos que me despertavam prazer e não está só na parte genital”, conta Cleo, que já realizou pelo menos 30 sessões e já chegou a ter orgasmos triplos em uma delas.

Com a terapia, Juliana aprendeu que o prazer não precisa estar veiculado apenas aos órgãos sexuais. Ela aponta como um dos maiores benefícios, o conhecimento que obteve sobre o seu próprio corpo e afirma que os resultados das sessões são duradouros: “o êxtase, a alegria e a felicidade que eu sinto duram mais de 3 dias”.

Ambas concordam que cada sessão é diferente e que os efeitos vão além da sexualidade e variam em cada pessoa. “Eu durmo melhor, não tomo mais remédio para fibromialgia, tive hoje alívios de dor, voltei a ter prazer sexual, minhas funções intestinais melhoraram, tinha muita cólica menstrual e insônia e hoje não tenho mais. Eu era uma pessoa agitada, ansiosa e impaciente”, conta Cleo.

“Eu durmo melhor, não tomo mais remédio para fibromialgia, tive hoje alívios de dor, voltei a ter prazer sexual, minhas funções intestinais melhoraram, tinha muita cólica menstrual e insônia e hoje não tenho mais”

Segundo a esteticista, os benefícios que a terapia tântrica proporcionou, nenhum médico ou qualquer química conseguiu, por ser um método que trabalha todo o corpo e emocional.

NÃO É SEXO!

Cleunides garante: “Não tem nenhum tipo de penetração e todas aquelas coisas que as pessoas falam”. Ela acredita que o mais gera mitos e preconceitos sobre a terapia é a quantidade de informações distorcidas. “Uma vez me falaram que eu estava pagando para alguém me masturbar, e não é nada disso. Não tem tesão de sexo, nem desejo no terapeuta, e você não se preocupa se ele está gostando ou achando bonito”, conta ela, que garante que o processo é totalmente individual.

 “Não tem nenhum tipo de penetração e todas aquelas coisas que as pessoas falam”

 

Juliana também não faz nenhuma relação entre a massagem e um ato sexual, pois têm um propósito muito diferente. “Existe uma espécie de ritual ou passo a passo a ser seguido pelo terapeuta, de acordo com o que a pessoa escolhe trabalhar na sessão. A pessoa deve se concentrar e não permitir que a mente encare a sessão simplesmente como um jeito diferente de sentir prazer”.

Se interessou pelas técnicas e quer saber mais?

Clique aqui para ver uma entrevista com o terapeuta tântrico Thiago Gopi e aqui para conhecer o espaço onde o serviço é oferecido.

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