Cuiabano realiza sonho de crianças através do judô em projeto social

judo

Quem passa pela Avenida do CPA, em frente ao Shopping Pantanal, talvez já tenha visto um grupo de judocas, com quimono completo e faixas pedindo auxílio para participar de competições em outras cidades e estados. Eles fazem parte da Academia Sandokan, projeto social que há três anos oferece aulas gratuitas para cerca de 150 alunos com idades entre 4 e 65 anos. Quem coordena o projeto em Cuiabá é o sensei Marcos Paulo Pereira, cuiabano que retribui com trabalho voluntário o auxílio que recebeu na infância.

Marcos Paulo é o segundo da esquerda para a direita em pé
Marcos Paulo é o segundo da esquerda para a direita em pé

Nascido em Cuiabá e criado em Diamantino, no interior de Mato Grosso, Marcos Paulo conheceu o judô aos 11 anos com o projeto da Academia Sandokan naquele município. E são os ensinamentos que recebeu do sensei Carlos Fernando Pereira que ele repassa aos alunos há três anos, quando se mudou novamente para a Capital e decidiu ajudar as crianças, jovens e adultos. Os treinos são realizados em um espaço improvisado na quadra da Escola Municipal Pedrosa Moraes e Silva, no bairro Novo Paraíso, que é cedida durante algumas horas na semana para o projeto.

Projeto não tem patrocínio, por isso ele busca ajuda nos semáforos e com empresas
Projeto não tem patrocínio, por isso ele busca ajuda nos semáforos e com empresas

“Desde que me entendo por gente tive o judô na minha vida e da mesma forma que recebei na Academia Sandokan em Diamantino, onde nunca foi cobrado um centavo dos alunos, eu também faço isso aqui em Cuiabá. Comecei como parte do projeto Mais Educação, do Governo Federal, que foi cortado, e aí continuamos as aulas. Hoje são aproximadamente 150 atletas que treinam comigo. Não temos patrocínio, por isso vivemos correndo atrás, fazendo pit stop no semáforo, pedindo colaboração de empresas, mas não é fácil”, conta o sensei.

Apesar das dificuldades, no Campeonato Brasileiro de Judô, disputado em novembro em Minas Gerais, foram 15 medalhas de ouro, 8 de prata e mais 8 de bronze. E os alunos de Marcos Paulo acumulam medalhas e mais medalhas, mesmo passando por apertos para conseguir ir às competições – apenas para a locação do ônibus para ir para Minas Gerais foram R$ 12.500, fora a alimentação – eles não desistem e vão à luta, literalmente, para arrecadar recursos e continuar a proporcionar os sonhos dos alunos que treinam por medalhas e uma vida como esportistas.

Marcos Paulo com atleta
Marcos Paulo com atleta

Mas quem pensa que a atuação do sensei se resume ao tatame e às competições está enganado. Ele acompanha de perto os atletas, especialmente os que estão em idade escolar. “Vou na escola, converso com a família, porque eles têm que respeitar as pessoas dentro e fora do tatame. Tudo o que recebi de disciplina e respeito passo para eles. E quando vejo que vencem as competições, dá vontade de chorar, é um orgulho muito grande, porque eles são como meus filhos”.

Trabalhando como auxiliar administrativo, Marcos Paulo se divide entre a rotina na empresa em que trabalha durante o dia e as aulas noturnas de judô. Tudo para que possa continuar com o projeto. “Tenho que me dividir, mas só de ver a alegria no rosto deles, só de ver o sonho de ganhar uma medalha se realizando, isso já é uma recompensa. Eu fico muito feliz de ver que o trabalho e o nosso esforço dão resultado”.

Sensei e seus alunos
Sensei e seus alunos

Para ajudar e também saber mais informações do projeto, o telefone de contato do sensei Marcos Paulo é o (65) 98111-7534.

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