Cerveja artesanal cai no gosto dos cuiabanos

cervejas artesanais

Por Guru da Cidade

O mercado das cervejas artesanais ganha cada vez mais espaço e desperta o interesse dos cuiabanos apaixonados pela bebida mais popular do Brasil. O segmento, que explodiu a partir de 2010, já tem uma clientela diversificada e fiel.

Para alguns apreciadores da bebida, a conterrânea Louvada é uma das responsáveis por criar a cultura cervejeira na capital e influenciar surgimento de novos e bons estabelecimentos com a oferta de cervejas artesanais de diferentes marcas.

A bebida é compostas de malte, lúpulo e água, e o sabor varia de acordo com a quantidade dos ingredientes. O lúpulo interfere no amargor e aroma e o malte a quantidade de açúcar.

O Guru da Cidade visitou três diferentes locais, em Cuiabá, onde você pode encontrar as suas artesanais preferidas.

EMPÓRIO SELETA

Bruno de Oliveira

Quem já passou pela Rua Marechal Floriano Peixoto, no fim do expediente, notou que a esquina com a Zenóbio da Costa é ocupada por mesinhas lotadas de funcionários e moradores da região do Goiabeiras. Ali o happy hour é certo.

Mas quem imagina só um barzinho, não sabe que a conveniência do Bruno Oliveira já exerceu várias funções e recebeu públicos diversos ao longo do dia. O lugar é familiar e tranquilo, uma mistura de mercado, bar e padaria e os clientes são fieis.

Durante o dia, o pão francês é o carro-chefe, mas a noite é das cervejas. Ali, o público encontra cerca de 30 rótulos que variam entre as populares, as premiums, como Budweiser e Heineken, e as artesanais, como a Louvada e as premiadas Backer e Bierland. Para acompanhar, o Empório Seleta também oferece petiscos, fruto da parceria com a Lelis Peixaria.

Desde que é dono do estabelecimento, há dois anos, Bruno notou maior procura pelas artesanais, que, segundo ele, são mais saudáveis do que as industrializadas, além de estar evidência. “Já virou tendência isso aí e o pessoal quer coisa boa”, diz. Para manter a fidelidade dos clientes, ele procura manter um preço diferenciado. Então, vale a pena conferir.

Clique aqui para ver a página do Seleta.

EMPÓRIO VILLA REAL

Presley e Michelly Medeiros

A ‘tradição’ no slogan do empório contrasta com a direção jovem de Presley e Michelly Medeiros, e o ambiente descolado, na Praça Popular, reforça a modernidade do lugar.  O casal, que é dono do estabelecimento há dois anos, conta que tudo começou quando faziam cerveja com um grupo de amigos em casa e, então, resolveram investir na franquia junto com o casal sócio, Gabriel e Bruna Zilki. Tiveram certo receio, pois achavam que o mercado das artesanais na capital ainda era tímido, mesmo o cuiabano já ter entrado no mundo da “gourmetização”.

Os Medeiros contam que enfrentaram dificuldade com a linguagem do público, que ainda desconhece a variedade de termos e adjetivos da cerveja, mas aos poucos está se adaptando. “Às vezes, alguém diz que não gosta de cerveja encorpada e toma uma cerveja escura e adora. Então, o ‘eu não gosto de cerveja encorpada’, significa na verdade uma cerveja amarga”, explica Michelly.

Ela também nota que público feminino ainda tem restrição e diz que sonha em criar uma confraria de mulheres que bebem cerveja. “As mulheres têm dificuldade em sair para beber, elas acham que bar é coisa de homem. Quando vêm aqui e eu estou atendendo, dizem se sentir mais à vontade”, conta.

A cervejaria oferece cerca de 200 rótulos, entre 25 a 30 estilos, e é costume dos clientes fazer pedidos de rótulos específicos e aguardar a chegada. Hoje a novidade da loja é a cerveja Tupiniquim Supernova – cerveja forte e alcoólica, do estilo New England Ipa, que é menos amarga. Segundo Presley, também existe uma grande variedade na produção, hoje tem cerveja feita em barril de cachaça, de whisky e tem até produção submersa no mar.

Como têm outras profissões, o casal vê o estabelecimento como um hobbie. “Aqui a gente vem encontrar os amigos” afirma Presley, que diz ter feito amizades com os clientes. Um bom lugar para diversão!

Clique aqui para ver a página do Villa Real.

SERRA GRANDE

Elvio Resende

Cervejaria tradicional e familiar para os moradores da Morada do Ouro, a Serra Grande oferece em torno de 30 a 40 estilos de cerveja – das mais leves às mais encorpadas – e 80 a 100 rótulos, nacionais e importados, que variam conforme a época e a produção. A loja tem 25 anos e, após a reforma em abril do ano passado, ganhou um ambiente anexo, próprio para consumo e degustação.

Élvio Resende, grande conhecedor de cerveja e dono do estabelecimento, acredita que o perfil do paladar do cuiabano é bem diversificado, mas a preferência é pelas mais leves e sem amargor por questões climáticas, como as cervejas Pilsen – baixa quantidade de lúpulo e teor alcoólico.

Os preços variam de R$12 até R$80, mas Élvio explica que o custo compensa. “A questão do custo era realmente um impeditivo, hoje não é mais porque você toma um dos melhores Chopp de trigo ou uma das melhores cervejas Vienna Larger do mundo, por R$19. Imagina você comprar uma das melhores garrafas de vinho do mundo? É inacessível. Então, a cerveja é mais democrática” explica.

Para quem está iniciando, ele indica as cervejas menos lupuladas como a Witbier ou Weiss, mesclando a degustação com Vienna Lager, que tem composição encorpada, mas pouco amargor. Sua preferida é a Bierland Vienna, devido à sua combinação equilibrada entre malte e lúpulo.

A Serra Grande também tem o Chopp como ponto forte; 12 torneiras de um estilo cada e uma inovada forma de armazenamento. O Growler é um exemplo de recipiente de vidro ou plástico, que pode ter de 1 a 2 litros, e mantém as características do Chopp por 5 a 10 dias. E, agora, o mais novo mecanismo de armazenamento em lata e a grande tendência no mercado das cervejas, o Crowler, que tem duração até 25 dias. Hoje você pode levar a bebida para a casa.

O estabelecimento também possui parceria com food trucks, oferece petiscos de boteco e montagem de degustação. Um de seus diferenciais é a preocupação em promover a cultura cervejeira na capital. “Eu costumo falar que nós não fomos os pioneiros com as cervejas especiais aqui, mas, talvez, tenhamos sido a primeira casa preocupada com a formação do público, em trazer conteúdo e novos clientes, formar consumidores, porque é um mercado muito rico”, revela, Élvio, otimista.

Clique aqui para ver a página do Serra Grande.

Se você gostou dos lugares que sugerimos, não perca tempo, eles estão de portas abertas para te receber. Agora, se você tem outros locais que gosta de frequentar, conte para nós.

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