Sobrevivência na cozinha: o primeiro bife a gente nunca esquece / Por Mariana Vianna

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Por Mariana Vianna

Quando a gente chega a uma certa idade e não sabe fazer algo, a primeira coisa que vem à nossa mente é: nesta vida, não vou fazer isso. Pois era exatamente essa a minha relação com a cozinha. Se aos 30 anos ainda não tinha aprendido, era melhor me render de vez aos deliveries e aos dotes culinários do meu noivo.

Bife
Meu primeiro bife

Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, hoje posso afirmar, com muito orgulho, que fiz meu primeiro bife e ele saiu suculento e corado. Eu sei que pode parecer um pouco tarde, mas nunca apreciei muito carne vermelha e nunca tinha tido um professor tão paciente para me explicar.

Sim, professor! No fim de semana conheci o curso Sobrevivência na cozinha. O nome me chamou atenção na hora. Afinal, era tudo o que eu precisava: sobreviver na cozinha. Obs.: Vou me casar em breve e sair da “casa do mamãe” estava me assustando por este motivo.

Por isso, resolvi me matricular. Confesso que fui com certo receio, mas chegando lá vi que meus colegas estavam na mesma situação, então me rendi à diversão. A primeira pergunta do professor e chefe de cozinha David Melo foi: “Vocês sabem cortar uma cebola?”. Bom, eu achava que sabia. Descobri que existem mais de 40 tipos de corte e o professor ensinou o mais básico, o Brunoise, que diga-se de passagem é bem mais fácil e rápido.

Corte Brunoise
Corte Brunoise

Quando achei que estava indo bem, veio a lição 2: desossar uma sobrecoxa de frango. “Putz”, pensei. Agora ferrou. Nunca tinha feito algo nem parecido. Mas, me surpreendi com a minha desenvoltura. O frango esquálido se transformou num belo e formoso frango recheado com calabresa e vagem. Nem acreditei que fui eu quem fiz. Ficou delicioso!

A lição 3 foi aprender a fazer aquela famosa costelinha do Outback com molho barbecue. A primeira coisa que o professor disse foi: “Vocês sabiam que o lado certo do papel alumínio é a parte fosca do lado de dentro, né?” Olhei para os colegas do lado e caímos na risada. Poucos sabiam. Porque é que ninguém ensina isso pra gente na escola? Fizemos tudo, inclusive o molho, que ficou muito bom.

Costelinha crua
Costelinha crua
Costelinha temperada com cerveja e rum
Costelinha temperada com cerveja e rum
Costelinha assada no papelote de alumínio
Costelinha assada no papelote de alumínio
Costelinha assada no papelote de alumínio
Costelinha pronta com molho barbecue feito na hora

A lição 4 já mudou de nível, fazer massa de macarrão e nhoque. Nesta parte o medo bateu pesado. Mas, todos estavam fazendo, então segui o fluxo. Não é que dali surgiu um macarrão ao pesto saborosíssimo e um nhoque frito (inédito pra mim) recheado com queijo e manjericão. E, melhor, fui eu quem fiz. O orgulho já pulsava dentro de mim naquele momento.

Quando fiquei sabendo que o curso começaria às 9h e só terminaria às 17h, pensei até em desistir. Pra quem só ficava 10 minutos na cozinha, aquilo parecia uma eternidade. O tempo voou. O professor David Melo e seus ajudantes super solícitos são um tempero à parte do curso. Brincam e entretém os alunos a todo tempo. Não conhecia ninguém do grupo e fui sozinha. Tive a sorte de encontrar pessoas muito simpáticas e que estavam no mesmo barco que eu.

David Melo
Chef David Melo brincando
Chefe Maria Luiza ensinando confeitaria
Turma animada
Turma animada

Entre elas, o David Pintor. Aos 30 anos, como eu, o empresário resolveu que queria aprender a cozinhar para ajudar a esposa em casa. E ele se saiu muitíssimo bem nas atividades. Acho que a esposa dele vai ficar orgulhosa. Conheci também a Edvanete. Professora e arquiteta, o objetivo dela era aprender mais pratos para comer menos fora de casa e agradar as filhas.  Já a querida Samila dos Santos foi morar com o noivo e queria aprender algumas receitas para sair do macarrão, único prato que sabia fazer.  Independente do motivo pelo qual chegaram até ali, todos superaram o receio do desconhecido e se abriram para o novo. E acho que por isso o clima ficou tão legal.

Edivanete
Edivanete
David Pintor
David Pintor

Um dos momentos mais divertidos do curso foi quando conhecemos o Bafo de Dragão. A iguaria  feita com pipoca, caramelo e nitrogênio vem da gastronomia molecular, e é pouco encontrada por aqui.  Mas, melhor do que explicar do que se trata , vou mostrar um vídeo pra vocês. Vejam!

Depois disso, ainda aprendemos a risoto de pera com gorgonzola, arroz, feijão, sushi, salada waldorf, bolo de cenoura, cheesecake, churros e brigadeiro gourmet. Ufa! Esse negócio de ficar em pé na cozinha cansa. Mesmo o lugar sendo super bonito e agradável; mesmo tendo usado as melhores panelas e utensílios de cozinha possíveis; mesmo o professor sendo muito divertido e fazendo com que a gente não visse o tempo passar; mesmo meus colegas de sobrevivência tendo sido muitíssimos gente boa e terem me feito rir o dia todo, cansei.

Brigadeiro Gourmet
Brigadeiro Gourmet
Fazendo churros
Fazendo churros
Risoto de Gorgonzola com Pera
Risoto de Gorgonzola com Pera
Churros
Churros
Sushi
Sushi
Mini burger
Mini burger
Bolo de cenoura e Cheesecake
Bolo de cenoura e Cheesecake

Mas, saí feliz e realizada de ter aprendido algo novo, algo que parece pequeno e bobo para alguns, mas que pra mim foi uma grande conquista.


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