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Palestra promove debate sobre cultura popular e mídia na UFMT

Andriolli Costa

Por serem consideradas invisíveis, muitas vezes não se consegue observar o impacto das manifestações folclóricas no cotidiano e até mesmo nas notícias que circulam todos os dias. Para falar disso, o jornalista e pesquisador Andriolli Costa estará em Cuiabá no dia 28 de junho, às 19h, na palestra “A cobertura do invisível: erros e acertos na cobertura de mitos e lendas pela mídia”. O evento ocorrerá no auditório da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET), no campus da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Nascido em Campo Grande (MS), Andriolli Costa cresceu encantado com as histórias que ouvia durante a infância e elaborou projetos sobre mitos folclóricos desde sua graduação em Jornalismo na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Em seu mestrado, pesquisou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) a cobertura de mitos e lendas pelo jornalismo paraguaio. De acordo com o pesquisador, que hoje desenvolve pesquisa de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), “há pessoas que sempre adoraram folclore, mas achavam que aquilo era um resquício da infância e que não podia ser pensado para além desse espaço. Por outro lado, há pessoas que menosprezavam a cultura brasileira e o imaginário popular e descobrem com meus projetos e apresentações todo um universo de significado”.

A importância de debater este tema é ressaltada por Davi Vittorazzi, estudante de jornalismo da UFMT. Para ele, abordar o conhecimento folclórico “desperta nos estudantes o senso crítico, de modo que haja uma interação entre o universo acadêmico e a cultura popular”. Vittorazzi destaca ainda que as histórias folclóricas trazem interpretações de um determinado período da sociedade, de forma que “elas justificam ações recorrentes, sejam para conscientizar a população ou para fazer alguma denúncia”. Assim, conhecer o folclore e a cultura popular é relevante para compreender as dinâmicas da sociedade em que vivemos.

A palestra será gratuita, aberta à comunidade e é promovida pela TOCA, agência experimental do Departamento de Comunicação da UFMT.